Funk pode ser proibido no Brasil: Criminalização do funk será debatida no Senado

O Funk é um estilo musical que gera muita polêmica e causa bastante divergência de opiniões, não só pelos bailes da pesada, mas também por suas letras um tanto provocativas.

Por esse motivo, um empresário paulista fez uma polêmica proposta legislativa com o objetivo de criminalizar o funk, na qual foram arrecadadas cerca de 20 mil assinaturas apoiando a ideia no site do Senado. Agora o polêmico assunto será alvo de audiência pública no Senado, com previsão que aconteça logo em agosto.

A sugestão está bem longe de ser aprovada e não é nenhum projeto de lei. O que ocorreu foi o seguinte: qualquer pessoa pode ir até o site do Senado e sugerir uma ideia de lei e, se em quatro meses ela receber 20 mil assinaturas, é encaminhada para a relatoria que pode dar andamento à lei ou não.

Esse foi o caso de Alonso: depois de atingir mais de 20 mil assinaturas, a ideia foi aceita no Senado. É terá como relator do caso o parlamentar Romário (PSB).

Para o debate, o senador Romário, que já se mostrou contra a proposta, convocou artistas conhecidos na área do funk, como por exemplo, a cantora Anitta, Valesca e Nego do Borel. Convidou também os antropólogos Hermano Vianna e Mylene Mizhari.

No site do Senado, o argumento de Alonso está disponível para todos. Ele chama o funk de “falsa cultura” e que os bailes “pancadões” atendem estupradores e pedófilos.

Marcelo Alonso, que é dono da página “Funk é lixo” com mais de 130 mil seguidores no Facebook, defende que esses bailes tem a finalidade de reunir criminosos, estupradores e pedófilos, além de incentivar o uso de drogas e o consumo de álcool por adolescentes.

“Os chamados bailes de “pancadões” são somente um recrutamento organizado nas redes sociais por e para atender criminosos, estupradores e pedófilos a prática de crime contra a criança e o menor adolescentes ao uso, venda e consumo de álcool e drogas, agenciamento, orgia e exploração sexual, estupro e sexo grupal entre crianças e adolescente, pornografia, pedofilia, arruaça, sequestro e roubo”, diz o seu texto.

Romário se opôs à ideia, argumentando que por ser carioca nato, ele será um eterno funkeiro e que proibir esse estilo musical vai contra a própria constituição, já que isso seria um atentado à liberdade de expressão. O mesmo ainda ressaltou que o funk tira as pessoas do desemprego, gera renda e também movimenta a economia.

Fonte: blastingnews